Como psicólogo clínico tenho-me especializado há já alguns anos, na relação pais/crianças e pais/jovens. Posso dizer que são incríveis as mudanças que podem ocorrer em pouco tempo, tanto nas crianças como nos jovens, quando se trabalha para melhorar a relação entre os pais e eles.
O essencial para melhorar esta relação é saber como o fazer, como o pôr em prática para que os pais se sintam mais confiante nas suas competências parentais.
Eis alguns problemas e assuntos que podem ser abordados ou esclarecidos por esta via:
- Aconselhamento, apoio e formações para pais (incluindo famílias monoparentais, separadas ou recompostas);
- Motivar a criança/jovem e ajudá-los a ter mais sucesso escolar;
- Superar comportamentos de inadaptação social, dificuldades alimentares ou alguma agitação psicomotora fora do normal;
- Como estabelecer regras e limites à criança/jovem não demasiado rígidos e adequados ao temperamento deles;
- Alternativas aos castigos que permitem um desenvolvimento psicológico mais saudável;
- Como ser respeitado sem ameaçar, sem gritar nem castigar;
- Como ajudar a criança e o jovem a amadurecer mais saudavelmente;
- Ajudar a criança/jovem a sentir-se confiante, segura e com mais autoestima;
- Ajudar a desenvolver o sentido de responsabilidade para ser mais maduro;
- Incutir na criança/jovem o gosto, o prazer pelo esforço para alcançar determinado objectivo;
- Desenvolver o sentimento de competências pessoais;
- Como incentivar à autonomia sem cair na autocracia;
Mais especificamente na criança:
- Como reagir às birras e ao poder da criança sem a maltratar;
- Como reagir aos medos, às frustrações da criança sem a bloquear;
- Como dar atenção à criança quando há pouca disponibilidade de tempo;
- Reagir e ultrapassar comportamentos específicos apresentados pela criança como:
- A rivalidade, as brigas e os ciúmes entre irmãos;
- Uma criança que se esquece de tudo;
- Uma criança preguiçosa;
- Uma criança que não consegue entreter-se sozinha;
- Uma criança que se queixa sempre de que não tem nada que fazer;
- Uma criança que requer sempre a atenção dos pais;
- Uma criança muito desobediente;
- Uma criança muito tímida, inibida;
- Uma criança que mente ou que rouba;
- Uma criança que não gosta/não aceita o padrasto ou a madrasta;
- Uma criança que nunca está satisfeita, quer sempre mais e mais;
- Uma criança que nunca pára quieta, que anda excitada;
- Situações relacionadas com desejos mais ou menos de carácter sexual;
ou ainda
- “Não consigo fazer nada com ele, sinto-me fracassado, desesperado e não sei o que fazer”. Como actuar?
… e muitos outros problemas e assuntos possíveis!
Mais especificamente no jovem:
- Como reagir e ultrapassar problemas de ansiedade, as automutilações ou outras patologias;
- Como reagir e ultrapassar os consumos de substâncias (álcool, drogas, etc,…)
- Como reagir à revolta do jovem, à sua violência;
- Como estimular a relação jovem /pais;
- Como desfazer conflitos;
- Como abordar a sexualidade e os afectos;
- Como apoiar o jovem a construir a sua identidade, a alimentar a autoestima e a autoconfiança;
- Acompanhar a família após a descoberta de um abuso sexual;
- Fornecer alternativas mais saudáveis e apoiar os pais na sua tarefa sem os culpabilizar;
- Proporcionar todo um conjunto de sessão de sensibilização para a prevenção do alcoolismo, das drogas e do tabaco entre outras substâncias, para se estar melhor preparado na eventual confrontação destas situações.